quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sobre a Nostalgia de Laboratório e os Devaneios Que Fingimos Não Ter

Você já deve ter sentido isso alguma vez na vida. Uma saudade estranha de algo que nunca viveu. A sensação de não estar levando a vida com a força máxima, por mais que na prática esteja. Uma vontade praticamente instintiva de compartilhar as suas histórias e o seu dia. Você já deve ter se imaginado voando antes de dormir. Decolando! Você já deve ter sentido uma coragem absurda pra correr atrás do seu maior desejo, mesmo que não o compreenda completamente ou talvez nem saiba exatamente qual seja. Mas a coragem é absurda! Aposto que você já deve ter sonhado com um dia anterior modificado, ou com um possível dia futuro perfeito. Você já deve ter passado horas pensando em como teria sido diferente se tivesse feito ou dito isso ou aquilo. E depois, passou mais horas ainda imaginando como será quando você fizer tudo isso ou aquilo. Tenho certeza de que você já pensou em tudo. Tenho certeza de que você já imaginou que uma coisa X nunca fosse acontecer, mas que de repente, talvez, quem sabe?... Mas também tenho certeza de que você já se escondeu de algo bom, se protegeu do que te faz bem. Eu entendo. Você já visualizou os bloqueios, os empecilhos, as pedras no caminho de Drummond. Sei que você em algum momento já parou pra pensar se está no caminho certo ou errado. Mas sei também que você já respirou diferente. Já sentiu frio na barriga. Todo mundo já sentiu. A vontade de sorrir sem ter porquê. Sabe, tenho certeza de que essas simplicidades que não custam 1 real são os pequenos ápices das nossas vidas. Esses minimalismos serão contemplados em nossa memória com tronos de ouro. Mesmo que os "E se (...)" não passem de devaneios. Sabe quando você tenta listar os melhores dias da sua vida e alguns dos atuais estão entre eles? Sei que você também sente isso.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Olá, Como Vai?

Tenho ido de trem e de metrô também. A noite não perturba mais, apenas ilumina as minhas ideias. O inverno esquenta a saudade. Tenho um piano, folgado, que não se toca. Em minhas veias correm sonhos e Whisky. Quando abro as torneiras não sai dinheiro, mas também gosto de água.  Tenho usado pouco as panelas para panelar. Tenho defendido os meus. Tenho aberto a camisa e o peito para o aprendizado. Tenho tolerado mais. Tenho saído menos. Tenho fé. Tenho certeza de que o mundo pode ser melhor. Porém, tenho medo. Outro dia conheci um músico pedindo esmola. Outro dia havia duas Luas no céu. Outro dia vivi dois dias em um dia. Voltei a usar All Star. Voltei a ouvir Punk. Voltei ler Veríssimo. Voltei a procurar Netuno a olho nu. Voltei olhar Netuno, nu. Abro portas e janelas todos os dias. Varro a casa. Queria ser astronauta novamente. Aprendi que a vida é mais veloz do que o clichê diz que é. Aprendi um pouco de alemão. Aprendi que as pessoas não apenas são iguais, como também são diferentes. Aprendi que o teu cheiro e o teu olhar nas pessoas por aí não são seus, são delas. Aprendi a tocar Summertime. Eu estou bem. Espero que esteja também.