quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Estrela


Como é possível, para um homem - tão cheio de nada - tocar cada centímetro do céu, nunca deixando seu solo? Eu via nos olhos dele, as marcas do tempo... Nunca imaginei que alguém pode-se realmente voltar ao passado e alterar o presente, mas ele conseguia apenas com seu olhar severo.Ninguém o avisou que traze-la de volta seria impossível e, por tal, ele fez. E lá estava ela, brilhando novamente. Ele fez da rotação um retrocesso, ele fez do ontem um hoje. Ele voltou a respirar, quando deu respiro à ela. E lá estava-a, a brilhar novamente no céu.


Ele é o caçador das fugitivas estrelas pessoais. Quando uma luz se apaga, nós humanos vemos a escuridão como um passaporte sem volta. Temos o péssimo hábito de pensar que a sombra é eterna quando vem. Mas ele faz da sombra, luz. Ele recupera estrelas mortas. Ele acredita que é possível e, portanto, faz.


Mas como pode para um homem - tão vazio de tudo - voar, sem asas? Só se ele não sabe que é impossível... só assim para arriscar e conseguir.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Metrô (música)

6 Bilhões de solitários
Escondendo-se atrás dos muros
Comentando os salários
Do seu carrão ao meu transporte público.

Pagamento pra andar,
Eu sou livre dentro dessa cela
Somos livres pra comprar
Mas liberdade nunca vai pra tela.

Você tenta matar tempo,
Mas é o tempo que te faz escravo.
Teu refúgio é um templo
Que te salva por um preço pago.

Velocidade pra matar...
Colado ao chão não vai voar!
E apenas haverá a luz
Quando o túnel acabar.

Vivendo o ontem por favor
Ganhando pouco pela dor,
Tudo o que eu quero agora
É sair desse metrô.