quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sangue Valente

Latente
Lanterna
Batente

Lembro-me com clareza
Da íris, das cores

Latente
Silhueta que não se apaga
Displicentemente
Nos meus olhos fechados
Na noite

Semblante
Latente
Na mente

E não minto,
Sinto-me quente
No sonho lúcido
Latente
Da posse
À distancia
Pro poço

Se fosse uma estrada eu seguia
Arrastado como serpente
Pra voltar do poço à posse
Dos olhos da moça, da lente
Dos olhos que vejo latentes
De olhos fechados,
Na mente

Por isso estou acordado
De longe
Latente
Protejo teus olhos cansados
Na noite
Na mente
Pois sou teu vigia e soldado,
De sangue valente.

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