sábado, 19 de março de 2016

Sobre Todas As Coisas Do Mundo

Palavras com hora marcada
com lugar, com data.
Presumimos o todo, pressentimos o nada
no amor que financiamos,
a cada dia, com nossas guerras de ódio.

Nas ruas,
Bilhões de solitários de mãos dadas.
Microcefalia instaurada em telas móveis
outrora pequenas, outrora grande,
outrora - pensamos - auroras de nossas manhãs e artimanhas.
Elas estão sempre lá por nós
na vigia e segurança,
na dança impávida
do pequeno gigantismo que criamos adentro do ego.

O artista macial urbano
comprado por um programa de TV.
Largas relações exprimidas
e ninguém dá a mínima.

Dizeres soltos,
On line,
o universo do tudo ao mesmo tempo agora,
mas ninguém quer saber de ninguém,
nem uma coisa de cada vez.

A vida se adapta,
cada dia mais voraz,
nos ensina através das teclas
que não existem, mas podemos ver...

Temos que ser espertos,
Mecânicos, estratégicos,
As vezes um pouco falsos,
As vezes um pouco claros,
Escuros, pálidos, pávidos.

Não existem obstáculos
Entre os homens e todas as coisas do mundo.
Mas entre a vida, há os homens.

Às vezes, na pura verdade,
temos que entrar nesse ringue
com a toalha já lançada
para que artificialmente
conquistemos nossos amores mais naturais.

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