terça-feira, 2 de junho de 2015

Estranhos

À beira dos sorrisos que arrisco
arranho sonhos e rabiscos
estranhos à beira de mim.

Por dentro,
devaneios incolores
rebatem as razões e dores,
mas acanho-os,
num dos meus confins.

E em pouco do espelho que formamos
vejo o tanto que de fato somos:
no mundo castanho do não,
estranhos à beira do sim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário