terça-feira, 16 de setembro de 2014

Insônia

Diante das memórias
permaneço lasso
ao tempo e a rotina
que desatinam meu cansaço.

A vida me desgasta,
mas não sinto sonolência.

Dentro de mim,
não estou
e quando estou
não sou o que sou,
sou só reminiscência.

Sou o mito que se arrasta pela noite
esperando que essa calma me acoite
pelo medo e pela inocência.

Sentimento adoecido
que desperto à madrugada
para não passar em claro a noite, só,
no escuro do meu quarto e da minha alma.

Diante das memórias, vejo a guerra.
Na janela da história, o medo berra.
Quando sinto a vitória, o sonho erra
e a insônia comemora,
pois na minha cama mora
e me corta como serra.

Não dói mais,
mas o barulho do motor
não me deixa dormir.

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