sábado, 25 de abril de 2015

Deixando O Futuro Pra Trás

Deixo o trem que me carrega
e carrego um trem de medos
sobre minhas costas nuas.

Volto pra casa com a chuva
que escorre minha pele,
derramando um pouco
do meu sonho pelas ruas.

O sinal se fecha
mas o olhar, turvo,
não enxerga outra calçada,
não enxerga o fim da estrada
e não enxerga o futuro que acua.

Mas enquanto ando
ouço a voz mais pura,
que me permite
enxergar a lua, apenas a lua.

Visto minha pele escorrida
largo qualquer coisa na mochila
e sigo o som, e sigo o céu, e sigo a vida

que em mim debrua.

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