sábado, 25 de abril de 2015

Crime

Religiosos e políticos. Filósofos e cientistas. Prendam-me! Sim, não por menos, cometi um crime na ordem de todos vocês: eu clonei. E clonei sem qualquer licença para clonar. Clonei sem querer, tudo bem, mas clonei. E sobre o que tanto os senhores discutem a respeito desta arte profana, sei que cometi um crime demasiado pecaminoso. Enfim, explico-me: havia um monte grande de areia embaixo, uma escada quase que para o céu e um espaço plano em cima. A missão era transportar todos aqueles grãos para o espaço nas alturas. Pois bem, coloquei-me a fazê-la. Depois de alguma quantidade de horas, notei que o monte que se formava em cima crescia, o que me alegrara consideravelmente, posto que quanto mais o acontecesse, mais próximo de concluir a missão eu ficaria. Estava um sol de bagunçar as ideias sobre minha cabeça e os levantes de areia pareciam ficar a cada viagem mais pesados... Foi quando em algum momento notei que a areia que lá em cima já estava, continuava a aumentar seu volume, mas a fonte de toda a areia lá embaixo permanecia igual. Sempre igual. Desde o momento em que comecei a jornada. E nessa leva se seguiram os paradigmas até o instante em que os dois montes de areia eram iguais. Insisto, prendam-me! Sob o Sol da metade do dia, senhores, eu clonei areia.

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