sábado, 13 de agosto de 2011

Firewall

Hoje pela manha, vi-me transeunte em meus pensares. Matutara alguns porquês, dos quais parte ainda não ostentam nem um 'porque sim' ou 'porque não' como resposta. Estático, permaneci sob lençóis. A verdade  é que não me cabe ideia em mente, um bom motivo para cada ser humano criar um forte exército - como um firewall - findando proteger-se. E se não bastasse, logo após, eles discutem entre si quem fez o melhor exército, o mais forte. Quem está mais capacitado para suportar um bombardeio, ou para bombardear. E as discussões acirram, e os nervos enervam-se, e bombas caem. Mas e os inocentes? Você devia saber que em cada ser humano, há sempre um lado militar, mas há também um outro lado, o civil. E devia saber também que morrendo um, morre também o outro... As pessoas não entendem essas e outras coisas que me deixam profundamente entristecido. Dentre as quais, fato cá e fato lá: só existe guerra, porque existe arma. Quisera eu ou os ameríndios do oeste, que o revólver nunca fosse inventado. Quisera eu ou Einstein que o urânio nunca tivesse sido usado para alimentar a radioatividade em uma bomba nuclear. Quisera eu ou os Judeus que a intolerância nunca tivesse oportunidade de empunhar um alto calibre. Por isso clamo à cada animal humano: desarme-se. Pode-te ser alguém forte com o escudo que tens fronte à alma, mas creio que a física dos dias não tenha-lhe sido clara: escudos bloqueiam a luz! Vulnerável sou, mas enquanto viver, brilharei.

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